O que é o EaD

Atualmente, não é possível tratar do tema educação sem considerar a educação a distância. No Brasil, a educação a distância tem ampliado-se dia-a-dia, chegando inclusive aos cursos de graduação e pós-graduação, fruto da sua credibilidade que é crescente, deixando para trás o tempo da desconfiança.
Conforme Arrivabeni (2004, p. 20), a Educação a Distância não é um fenômeno recente e não existe registro exato da data do seu surgimento. De acordo com Fialho (1998, p. 1), os primeiros pergaminhos escritos para registro de conhecimentos, os ensinos dos antigos sacerdotes gauleses que eram memorizados como canções, as epístolas de Paulo às igrejas do Novo Testamento, as cartas trocadas entre filósofos da Academia e da Escola de Alexandria, são exemplos de que a Educação a Distância tem suas origens nos primórdios da civilização, sendo utilizada sempre quando a transmissão de conhecimentos não era possível de ser realizado na forma tradicional.
Nos últimos dez anos assistimos a uma dramática e intensa internacionalização da economia, da comunidade e de informações que atividades. Inovações constantes têm ocasionado repercussões definitivas no progresso científico e tecnológico, sem contudo dar conta da problemática da sociedade, cada vez mais desigual. Uma das questões presentes nas discussões é o novo tipo de associação entre ensino, educação e aprendizagem: emerge daí uma dubiedade de conceitos entre formar e informar, treinar, educar, ensinar e aprender, fato este que amplia a responsabilidade dos docentes nas instituições educativas em seus diferentes níveis (DEMO 1998). Freqüentemente Ensino a Distância e Educação a Distância são utilizados como sinônimos, no contexto do processo de aprendizagem.
Gerações do Ensino a Distância
Ao contrário do que à priori podemos supor, o Ensino a Distância (EAD) não é uma inovação dos nossos dias nem tão pouco se refere exclusivamente ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação como mediadores do processo de aprendizagem. O Ensino a Distância está presente na história da humanidade há pelo menos 150 anos. Trata-se de uma modalidade de Ensino, oposta ao modelo tradicional. Nesta modalidade, a relação pedagógica entre professor/aluno, aluno/professor, aluno/aluno é mediada pelo uso de uma determinada ferramenta tecnológica o que implica que os seus autores não se encontram presentes face-a-face, no mesmo espaço físico.
Nas palavras de Castells (2005. pp 6) "a tecnologia não determina a sociedade: incorpora-a" e "nem a sociedade determina a tecnologia: usa-a". Na tipologia de Garrisson, citado na obra de Keegan em estudo, podemos distinguir três gerações de Ensino a Distância, cada uma delas, fruto dos avanços tecnológicos característicos de cada época:
•1ª Geração (1850-1960)
•2ª Geração (1960-1985)
•3ª Geração (1985-...)
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Aspectos |
1ª Geração |
2ª Geração |
3ª Geração |
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Marco |
Popularização da Imprensa |
Difusão de rádio e TV |
Difusão dos computadores e telecomunicação |
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Objetivos Pedagógicos |
Atingir alunos desfavorecidos |
Atingir alunos desfavorecidos |
Proporcionar uma educação permanente e ocupacional |
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Métodos pedagógicos |
Guias de estudo, auto-avaliação, instrução programada |
Programas transmitidos, pacotes didáticos, mediação passiva |
Modularização das temáticas, desenhos didáticos a partir das necessidades formativas |
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Meios de comunicação |
Correio |
Rádio, TV, materiais audiovisuais |
Ciberespaço, satélites, videoconferência |
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Tutoria |
Atendimento periódico, dependendo de deslocamentos |
Atendimento esporádico, dependendo de contatos telefônicos |
Atendimento dependendo de contatos eletrônicos |
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Interatividade |
Aluno/material didático |
Aluno/material didático |
Aluno/material didático/alunos/professores/sistema educativo |
Novas Gerações
O ensino via Internet, que acontece em meados dos anos 90, diferencia-se das gerações anteriores pelos recursos tecnológicos e por sugerir um modelo de aprendizagem mais flexível, permitindo maior interação entre os agentes envolvidos (professor, tutor, aluno, monitor, etc.). Possibilita o feedback e abre espaço para o aluno gerir a sua própria aprendizagem de acordo com sua disponibilidade de tempo e lugar.
Assim, passados pouco mais de dez anos, Taylor (2001) inclui, duas novas gerações, como um desdobramento da terceira, em função do rápido desenvolvimento das tecnologias da informação e do seu uso em novos modelos de aprendizagem. Assim, a quarta geração, o modelo flexível de aprendizagem baseia-se em atividades educativas on-line, via Internet, transmissões em banda larga, interação por vídeo e ao vivo, videoconferência, fax, papel impresso... Presentemente falamos numa quinta geração, como sendo a reunião de tudo o que a quarta geração oferece mais a comunicação via computadores com sistema de respostas automáticas, além de acesso via portal a processos institucionais. Enquanto a quarta geração é determinada pela aprendizagem flexível, a quinta é determinada pela aprendizagem flexível inteligente que decorre nas salas de aula virtuais. Estas têm como elemento privilegiado a comunicação escrita, independente do espaço e do tempo tendo múltiplos emissores e receptores. É o grupo/classe que possibilita uma aprendizagem contextualizada, colaborativa, inconcebível noutras gerações de ensino a distância (Morgado, L. 2005).
O que é Educação à Distância (EAD)?
De acordo com a legislação educacional brasileira, "educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação."(definição que consta no Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o art. 80 da LDB lei n.º 9.394/96.).
1.1 A evolução na educação à distância no Brasil, sua legislação segundo o que rege a LDB. As tecnologias telemáticas que permitem uma rápida comunicação entre professores e alunos.
Justificativa: A educação à distância, surge na Alemanha em 1890. A seguir, inúmeros países adotam o ensino a distância como uma opção a mais para ministrar cursos em nível médio, técnico, universitário e, de pós-graduação. A Inglaterra, foi o primeiro país a instituir a "Universidade Aberta",verdadeiro marco de vanguarda no ensino superior a distância.
O Ensino a Distância é Educação. A grande diferença entre este modelo de educação e o modelo tradicional é que uma grande parte da comunicação entre professor e aluno (senão toda a comunicação) é mediada por uma determinada ferramenta tecnológica ou media. Apesar do EAD ser ainda alvo de algumas desconfianças (a escola tradicional foi naturalizada pela sociedade como se sempre tivesse existido) a qualidade deste tipo de ensino não depende necessariamente de ter presentes no mesmo espaço físico os seus principais atores.
O EAD pressupõe um sistema de transmissão e estratégias adequadas às diferentes tecnologias utilizadas. Exige desta forma, planejamento, técnicas, métodos e estratégias especiais tendo em conta o meio de comunicação/media utilizado.
Atualmente nesta modalidade de ensino, e especificamente referindo-nos ao e-learning, o aluno não é um mero receptor de informação pois são criadas conexões de diálogo quer entre os professores, quer entre os seus colegas, através da participação em chats ou fóruns de discussão, instruindo-se construtivamente e criticamente. As metodologias adotadas vão no sentido da criação de verdadeiras comunidades virtuais de e-learning onde o conhecimento se vai construindo progressivamente e colaborativamente dentro de uma plataforma de e-learning (Moodle, Blackboard, Formare, Sakai, Caroline, etc...). A necessidade de os sujeitos se envolverem numa aprendizagem colaborativa leva também à necessidade da criação de espaços de interação mais informais como sejam, por exemplo, o Café, onde se vão construindo laços de pertença a uma verdadeira comunidade. Desta forma, consideramos que mais do que um meio de comunicação bidirecional como aponta Keegan, o e-learning pressupõe hoje ferramentas que lhe permitem uma comunicação multidirecional.
O EAD implica uma grande autonomia e independência do aluno uma vez que ele tem de gerir o tempo e espaço que escolhe para estudar e para se dedicar às suas tarefas acadêmicas. Isto não supõe necessariamente a imagem de um aluno solitário, até porque a virtualidade ultrapassa as distâncias físicas e permite encontros efetivos.
Paradigmas do EAD
A história da Educação a Distância tem vindo a ser pautada por uma série paradigmas que se vão levantando à medida que a evolução tecnológica confere mais possibilidades a este modelo de ensino/aprendizagem. Assim, nos tempos da Revolução Industrial o principal objetivo era instruir o maior número de estudantes possível independentemente do tempo e do espaço (Keegan, pp.11). Desta forma, os meios que proporcionam o acesso eram o principal foco sob o qual eram projetados os cursos de ensino/aprendizagem, muitas vezes em detrimento da qualidade.
Atualmente, as novas tecnologias permitem uma interação cada vez maior entre alunos e professores, estimulando uma simulação da comunicação face-a-face. A qualidade (novo paradigma da EAD) não se limita à qualidade dos materiais pedagógicos disponibilizados, mas centra-se sobretudo na possibilidade de realizar um diálogo/discurso acadêmico produtivo, reflexivo e investigativo. O e-learning possibilita a criação de um grupo/classe no mesmo espaço virtual, ultrapassando a desintegração da sala de aula que caracterizava as gerações de EAD anteriores (Morgado, L. 2005).
Fontes:
- Mediwiki
Deus vos abençoe em Cristo!
A Direção
"Todos os créditos, honras e glórias ao Senhor Jesus!"












